Reforma tributária no varejo de materiais de construção: como está o processo seis meses depois
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Reforma tributária no varejo de materiais de construção: como está o processo seis meses depois

No fim de 2025 e início de 2026, a reforma tributária ainda era, para boa parte do varejo de materiais de construção, um assunto cercado de dúvidas: quando as mudanças começariam a valer, como os sistemas das lojas se adaptariam e qual seria o impacto real no dia a dia da operação

Mais de seis meses depois do início da transição, já é possível traçar um retrato mais claro de como esse processo está caminhando e do que ainda precisa ser feito antes da virada definitiva em 2027.

O que já está em vigor desde janeiro de 2026

Desde 1º de janeiro de 2026, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) deixaram de ser apenas previsão legal e passaram a existir na prática. As lojas de materiais de construção, assim como o restante do varejo, já emitem notas fiscais eletrônicas com uma alíquota de teste de 1% (0,9% de CBS e 0,1% de IBS), valor que pode ser integralmente compensado com o que a empresa já recolhe de PIS e Cofins.

Isso significa que 2026 é um ano mais informativo e de calibração: o objetivo é testar os sistemas da Receita Federal e os ERPs das empresas antes que a cobrança efetiva comece a valer, a partir de 2027, quando PIS e Cofins serão extintos e a CBS passa a ser cobrada em alíquota cheia.

Um marco importante já está no calendário: a partir de 3 de agosto de 2026, não será mais permitida a emissão de documentos fiscais eletrônicos sem o preenchimento correto dos campos de IBS e CBS para empresas do regime regular. Até lá, o período segue sem aplicação de multas, mas essa tolerância tem prazo para acabar.

Os primeiros sinais de que a adaptação ainda é desigual

Um levantamento da V360, batizado de Termômetro do Crédito IBS/CBS e divulgado pela Exame, mostra que o processo de adaptação da cadeia de fornecedores segue em estágio inicial. A análise, feita com mais de 6,4 milhões de notas fiscais eletrônicas, apontou que 66,2% dos documentos processados apresentam inconsistências que podem dificultar o aproveitamento de créditos tributários no novo modelo.

Entre os problemas mais comuns está o não preenchimento dos campos destinados ao IBS e à CBS, presente em 64,4% das notas avaliadas, além de divergências entre os valores calculados pelos fornecedores e os adotados como referência. 

O estudo também mostrou que, entre 139 mil fornecedores analisados, apenas 35,8% preencheram corretamente os novos campos fiscais, um dado que reforça um ponto central da reforma: o aproveitamento de créditos tributários não depende só da organização interna da loja, mas também da qualidade das informações enviadas por toda a cadeia de fornecedores.

Para o varejo de materiais de construção, que trabalha com margens historicamente apertadas e um mix amplo de fornecedores, esse é um alerta relevante. Erros de preenchimento hoje, mesmo sem multa imediata, podem se transformar em créditos perdidos ou retrabalho fiscal quando a cobrança efetiva começar.

O que muda de fato em 2027 e por que se preparar agora

A partir de 2027, o cenário muda de figura: PIS e Cofins serão extintos, a CBS passa a ser cobrada em sua alíquota plena e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é zerado para a maioria dos produtos. É também quando o Split Payment se torna obrigatório no varejo, com o sistema bancário separando automaticamente o valor do imposto no momento do pagamento (no cartão, no débito ou no Pix) e recolhendo-o diretamente aos cofres públicos.

Na prática, isso muda o fluxo de caixa das lojas, já que o valor do imposto deixa de circular na empresa ao longo do mês. 

Some-se a isso um dado específico do setor: estudos apontam que materiais como cerâmicas podem ficar mais baratos, enquanto outros itens, como plásticos, tendem a encarecer, o que torna ainda mais importante entender o novo sistema de créditos para não perder margem no reposicionamento de preços.

Por isso, especialistas do setor são unânimes: 2026 é a janela para errar sem custo financeiro direto, mas não para adiar a preparação. As lojas que usarem este ano para ajustar sistemas, revisar o cadastro de fornecedores, treinar equipes e corrigir inconsistências chegarão a 2027 em uma posição muito mais confortável do que aquelas que tratarem o tema como algo distante.

  • Revisar se o ERP da loja já está emitindo notas fiscais com os campos de IBS e CBS corretamente preenchidos;
  • Conferir a qualidade fiscal dos principais fornecedores, já que o crédito da loja depende diretamente da informação que eles enviam;
  • Simular o impacto do Split Payment no fluxo de caixa e no capital de giro antes de 2027;
  • Treinar a equipe financeira e de retaguarda para lidar com a nova lógica de apuração de créditos.

A INFOX Varejo Avançado já está preparada para essa transição

Diante de um cenário ainda em ajuste, ter um parceiro de tecnologia que acompanha de perto cada mudança faz toda a diferença. 

A INFOX Varejo Avançado já está com sua plataforma adaptada às exigências da reforma tributária, garantindo que as lojas de materiais de construção emitam seus documentos fiscais em conformidade com os novos modelos de IBS e CBS.

Mas a preparação vai além da tecnologia. A equipe de consultores da INFOX Varejo Avançado tem atuado lado a lado com os clientes, orientando cada loja sobre os pontos de atenção da transição e ajudando a ajustar processos internos antes que eles se tornem um problema. 

O objetivo é claro: reduzir ao máximo qualquer fricção na operação, para que o dia a dia da loja continue normalmente, mesmo em meio a uma das maiores mudanças do sistema tributário brasileiro em décadas.

Com tecnologia e consultoria especializada caminhando juntas, os clientes da INFOX Varejo Avançado seguem 2026 com mais segurança e chegarão a 2027 prontos para a próxima etapa da reforma tributária.

Postado em: 15/07/2026

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